Economia
A diversificação econômica é a característica principal de Quissamã. Historicamente, o município tem raízes na agropecuária, com base na produção de cana-de-açúcar, bons resultados no plantio do abacaxi e do coco, além do estímulo à pecuária. Localizado na Bacia de Campos, o município recebe royalties pela exploração de petróleo na região. Valorizando o desenvolvimento sustentável, este recurso é utilizado tanto para o benefício da infra-estrutura da cidade, quanto para elevação da qualidade de vida da população.
A geração de emprego e renda está intimamente ligada ao desenvolvimento sócio-econômico de Quissamã. Neste curso, surgem estruturas como a Zona Especial de Negócios, com atração de empresas de outros municípios; o desenvolvimento de fábricas de confecção; e um dos maiores impulsos econômicos da região – o estaleiro que fará parte do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, capaz de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, sem prejudicar o valor da pesca – principal atividade econômica da localidade.
Outro potencial econômico do município é o turismo. A aprovação do plano de manejo abre espaço para a pesquisa e visitação, de forma coordenada, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba – a maior unidade natural totalmente de restinga do país. Além disso, a atividade turística pode ser de caráter cultural, graças à existência do rico patrimônio histórico, com casarões centenários.
Histórico Econômico

A primeira atividade econômica de que se tem notícia em Quissamã é a criação de gado, a partir da instalação dos currais, por volta de 1633, pelos Sete Capitães ou seus prepostos.
Atualmente, além da pecuária de corte, a produção de leite é uma das principais atividades da região, contando com apoio da Prefeitura. Para auxiliar os pequenos produtores na conservação da qualidade do produto, a Prefeitura instalou quatro resfriadores comunitários , além de oito em propriedades particulares. Um grande impulso para a produção de leite será a instalação efetiva e a operação da Cooperativa Regional Agropecuária de Macuco, na ZEN 1, que pretende absorver toda produção da região.
Segue o desenvolvimento. Por volta de 1750, a cultura da cana é introduzida na região de Campos dos Goytacazes e a pecuária cede lugar à monocultura açucareira. O primeiro engenho de açúcar de Quissamã foi erguido em 1798, junto à antiga sede da Fazenda Machadinha.
O cultivo de cana continua intenso na região e os produtores confiam no mercado. Para estimular a produção, a Prefeitura analisa a possibilidade de instalar um pólo de cachaça, em parceria com municípios produtores no estado. Além da cana, Quissamã conta com outras estruturas para a produção ter um resultado positivo, com a presença das empresas Pró-Vida Alimentos (produtora de açúcar mascavo) e DN Industrial (metalúrgica que produz maquinários do setor). Estas fábricas estão localizadas na ZEN 1.

Hoje a diversificação de culturas, incentivada pela Prefeitura, também tem mapeado a realidade agrícola do município. Neste cenário, o coco se destaca. Quissamã é o município campeão estadual na produção de coco anão verde, que abastece o mercado in natura do estado do Rio de Janeiro e a envasadora de água de coco, criada justamente para absorver a produção.
Canal Econômico
Feito por mãos escravas, o Canal Campos-Macaé foi inaugurado em 1861, sendo hoje o 2º maior canal construído do mundo, superado apenas pelo Canal de Suez. Três anos após a inauguração, o canal entra em desuso, em favor da Estrada de Ferro Macaé-Campos.

Hoje, o canal é aproveitado como ponto de partida para a irrigação das áreas agrícolas. Além disso, é rota de ecoturismo, já que passa pelo Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Em Quissamã, são comuns passeios de barco com visitantes que querem conhecer a natureza do município.
Mas a viagem pela história prossegue. Em 6 de novembro de 1875, o Governo Imperial autoriza o funcionamento da Cia. Engenho Central de Quissamã. Dois anos depois foi inaugurado o Engenho Central, o primeiro da América do Sul. A partir de então, foram desativados os pequenos engenhos da região, com todos os produtores passando a entregar sua produção na estrutura Central.

Atualmente desativado, o Engenho Central ainda pode ser restaurado para a criação de uma destilaria. Em tempos de discussão do etanol como combustível, a Prefeitura analisa a possibilidade de instalar uma destilaria no local, aproveitando, principalmente, esta nova demanda no mercado.
Salto para o Desenvolvimento
Com a verba dos royalties pagos pela Petrobras, o município investe em obras de infra-estrutura. Com base nisto, Quissamã se desenvolve a olhos vistos, se tornando um ótimo local para a instalação de novas empresas. Os principais atrativos são o fácil acesso aos grandes centros e a tranqüilidade do interior.
Além disso, uma grande atração está caracterizada pelo programa Quissamã Empreendedor, que garante vantagens fiscais e de infra-estrutura para quem quiser se instalar no município ou desenvolver sua atividade. Em contrapartida, a empresa deve absorver 80% da mão-de-obra local, mostrando que o intuito principal é gerar emprego e renda.
A busca do desenvolvimento sustentável segue adiante. Inaugurada em março de 2006, a Zona Especial de Negócios 1 (ZEN 1) conta com toda infra-estrutura necessária para a instalação de empresas, como eletrificação, abastecimento de água e pavimentação.
Aliado ao programa Quissamã Empreendedor, que oferece incentivos para empreendimentos no município, a ZEN promete dar um salto de desenvolvimento para Quissamã. Outro grande atrativo é o incentivo com ICMS a 2%, uma ação estadual para industrialização do interior.
As primeiras fábricas da ZEN 1 já estão gerando emprego no município. Logo após a inauguração da estrutura, entraram em atividade a metalúrgica DN Industrial e a Sinopec, empresa chinesa responsável pela construção do gasoduto Cabiúnas-Vitória. A Cooperativa Macuco e a Pró-Vida Alimentos começaram o funcionamento em junho de 2007, mês do aniversário do município e o programa Quissamã Empreendedor também aprovou a instalação da empresa de geléias Italianinho Alimentos.
ESTALEIRO DE BARRA DO FURADO
Gigante adormecido na oportunidade de negócios que irá despertar após a dragagem do Canal das Flechas, que será realizada pelas prefeituras de Quissamã e de Campos. O Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado busca fixar, no estado do Rio de Janeiro, divisas oriundas das atividades naval, petrolífera e pesqueira. Desta maneira, possibilitará a geração de renda por meio da correta aplicação dos recursos dos royalties do petróleo.

Localizado na divisa dos municípios de Campos e Quissamã, o Complexo servirá como base estratégica para instalação de empresas e indústrias offshore ligadas aos setores naval e de petróleo e gás. O projeto conta com investimentos das prefeituras de Campos e Quissamã, do Governo do Estado e das empresas multinacionais STX Brasil Offshore, Edson Chouest e Estaleiro Ilha S.A.
O início do projeto será marcado pela dragagem do Canal das flechas para permitir o tráfego de embarcações com profundidade de até 9 metros na embocadura e 7 metros no interior, além de uma bacia de evolução para navios de até 150 metros de comprimento.
O complexo utilizará o sistema de manutenção Sand by pass (transpasse de areia), tecnologia australiana a ser utilizada pela primeira vez na América Latina. O sistema permitirá o transpasse de sedimentos visando retornar o equilíbrio natural do transpasse de areia ao longo da praia, recuperando, assim, as praias de Barra do Furado (Quissamã) e Farol de São Thomé (Campos) e os moles de pedra.
Custos das obras de infra-estrutura:
- Dragagem do canal: R$ 50 milhões;
- Implantação do sistema sand by pass de sedimentos: R$ 50 milhões;
- Reforma dos moles: R$ 20 milhões
- Infra-estrutura urbana do entorno: R$ 20 milhões
Total: R$ 140 milhões
Investimento do setor privado:
- Estaleiro da STX Brasil Offshore: R$ 110 milhões
- Base de apoio offshore da Alfanave: R$ 120 milhões
- Estaleiro EISA: R$ 200 milhões
Situação atual do projeto:
- Projeto de dragagem, extensão dos moles e sistema by pass pronto.
- Prazo de execução da obra: 12 meses
- EIA-RIMA concluído
- Licença prévia aprovada pela CECA – Comissão Estadual de Controle Ambiental – RJ
- Estudo de navegabilidade efetuado em parceria das empresas multinacionais e CIAGA-RJ aprovado pela Marinha do Brasil
- Estudo de impacto social concluído
- Avaliação de disponibilidade hídrica e energética concluída;
- Edital para a licitação da dragagem, extensão dos moles e sistema by pass pronto.
Benefícios:
- Instalação de 2 estaleiros para construção de navios offshore e uma base de apoio offshore;
- Geração de 3.500 empregos diretos e de 9.000 indiretos na obra e na instalação das empresas multinacionais;
- Proximidade da Bacia de Campos. Distante apenas 100 Km das principais plataformas
- Fomento da atividade pesqueira, com o aumento da capacidade de tráfego pesqueiro
- ICMS a 2% por conta da lei estadual de incentivo a industrialização do interior fluminense
- Ligação direta com o heliporto/aeródromo do Farol de São Thomé
- Distante 25 Km do Complexo Portuário do Açu
Potencial turístico de Quissamã
A Prefeitura de Quissamã também investe no turismo. Com a liberação do plano de manejo, o Parque Jurubatiba é um grande atrativo turístico do município. O plano prevê a utilização da unidade de conservação para fins de pesquisa científica, educação ambiental, eco-turismo e recreação em contato com a natureza, tudo de forma controlada, evitando danos. Será possível a realização de trilhas para caminhadas, ciclismo e até mesmo trilhas para bugres que terão regulamentação específica.

Um dos grandes atrativos do Parna Jurubatiba promete ser a trilha fluvial pelo Canal Campos-Macaé, que corta as principais lagoas da região. Atualmente, há passeios de barco que acontecem eventualmente, atraindo turistas interessados na natureza e na história de Quissamã.
A atividade turística também pode ser de caráter cultural, graças à existência do rico patrimônio histórico, composto por cerca de 20 casarões centenários distribuídos pelo município. Um deles é o Museu Casa Quissamã, inaugurado em 2006, que conta com mobiliário, quadros e aspectos de decoração originais, característicos do século XIX.
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